Um ateliê de tatuagem em Águas Claras, DF.
Quatro artistas, um enxame.
Cada traço carrega história, ancestralidade
e a beleza de contaminar o mundo com arte.
Artista visual e tatuadore há quatro anos, com agudo interesse por zonas limítrofes e pelo deslocamento de si. Sua prática na tatuagem se confunde com sua pesquisa poética em arte contemporânea — transpõe a arquitetura das periferias do Distrito Federal para a pele, inscrevendo grades, portões e volutas de ferro forjado que diluem as fronteiras entre corpo e território. Um gesto que faz da pele uma tela que circula.
Artista multidisciplinar cuja prática transborda os limites entre corpo, abstração e cotidiano. Há quatro anos transforma a tatuagem em ornamento sob medida — linhas fluidas e formas abstratas que abraçam as curvas naturais do corpo como uma segunda pele. Suas linguagens transitam entre o abstrato e o ornamental, valorizando cada traço e curva com encaixe anatômico preciso.
Guardião da tradição. Desde 2016, mergulhado no universo da tatuagem tradicional, tatua com linhas firmes e cores sólidas que resistem ao tempo. Panteras, flores, águias — cada peça carrega a chama viva do old school. Seu objetivo é manter a tradição acesa, trazendo arte e personalidade para cada pele com trabalhos marcantes e duráveis.
Sete anos traduzindo mundos em pele. Seu trabalho transita entre dois universos: o geek e a cultura pop de um lado, a fauna, flora e natureza do outro. Desenvolve tatuagens detalhadas que caminham entre o traço delicado e o blackwork, sempre respeitando os limites da pele para garantir precisão e durabilidade. Acredita na tatuagem contemporânea como ponte entre a ideia de cada cliente e um trabalho com identidade.
A tatuagem é uma prática humana ancestral, indissociável da experiência em sociedade. Em diversas civilizações, ela aparece como sinal de pertencimento a um povo ou como marca de um processo de transição — uma forma de inscrever uma memória no corpo.
Ela também pode ser uma espécie de amuleto, que canaliza propriedades místicas. Ou um ornamento, pela simples magia da beleza.
Tatuar-se é um processo de abertura de uma ferida superficial na pele, possibilitando que o que já estava no interior emerja. Nos ensina sobre cuidado com o próprio corpo, sobre cura.
O ateliê de tatuagem do Enxame é um lugar de transformação. Num universo urbano que preza pela uniformização dos corpos, ornamentar o próprio corpo é uma forma de fazê-lo falar e resistir. Tatuar-se é contaminar o mundo com arte.